Uma das novidades que a Suzuki tem preparada para apresentar no Salão de Milão é um protótipo de uma moto desportiva que tem como particularidade a utilização de um motor bicilíndrico de 600 cc com um turbo compressor.

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O futuro poderá passar por aqui, tal como já começou a acontecer no mundo das quatro rodas, onde motores a gasolina de muito baixa cilindrada conseguem prestações de unidade com o dobro do tamanho e com consumo incomparavelmente menores.

A tecnologia de turbo compressores já passou pelo mundo das duas rodas nos anos oitenta, com resultados pouco encoranjantes. Na verdade, reza a história que era necessário ser-se corajoso para utilizar estes modelos em todo o seu potencial. Os turbos da altura era grandes e o seu funcionamento algo abrupto. O resultado foi o abandono da mesma. Mas esta tecnologia evoluiu muito nos últimos 30 anos e agora temos turbos para “todos os gostos”. Aqueles que mais poderão interessar para o “nosso” mundo serão os de baixa pressão, que acrescentam potência, mas com uma entrega muito mais progressiva.

O futuro poderá passar por aqui, tal como já começou a acontecer no mundo das quatro rodas, onde motores a gasolina de muito baixa cilindrada conseguem prestações de unidade com o dobro do tamanho e com consumo incomparavelmente menores. Temos três excelentes exemplos no Fiat Twin Air, um “oitocentos” de 2 cilindros com 85 cv, Ford Ecoboost, um “mil” tricilindrico de 125 cv e no Renault Tce 1.2, com 115 cv. Estas são unidades que procuram acima de tudo reduzir consumos e emissões poluentes, mas capazes de prestações muito acima daquilo que actualmente apresentam. Como poderia esta tecnologia passar para as duas rodas?